Impactos da pandemia no setor de tecnologia catarinense

A pandemia causada pelo coronavírus provocou uma série de impactos em todo o mundo. Para minimizar os efeitos dessa crise no setor de tecnologia de Santa Catarina, a ACATE criou o Plano de Ação ACATE COVID-19. O objetivo do plano é fortalecer a união do setor, somando forças para o enfrentamento do cenário adverso com informações confiáveis e assertivas.

Na segunda quinzena de maio de 2020, foi realizada uma pesquisa para mensurar quais foram os primeiros impactos no setor de tecnologia catarinense. Mais de 120 associados contribuíram para traçar um panorama do setor durante a pandemia. Os resultados mostram que 29,8% dos associados consideram que os impactos iniciais da COVID-19 no setor foram altos ou muito altos.

 
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PLANO DE AÇÃO ACATE COVID-19

Desde que a pandemia da COVID-19 se agravou em Santa Catarina, em meados de março de 2020, a ACATE se mobilizou para realizar uma série de medidas em apoio ao setor de tecnologia.

Em menos de três meses, o Plano de Ação impactou mais de 15 mil pessoas, com ações divididas em sete eixos: Acesso ao Mercado; Financeiro; Renegociação com Fornecedores; Saúde Mental e Boas Práticas; Soluções Tecnológicas; Trabalhista; e Tributário. Em sua primeira fase, além de conteúdos assertivos e atualizados, que auxiliaram os associados na tomada de decisões, foram promovidos diversos webinars sobre temas relevantes para o cenário desafiador.

Em um segundo momento, por meio do ACATE União, a entidade focou seus esforços no atendimento mais próximo a empresas associadas que demonstraram maior dificuldade em enfrentar os impactos causados pela crise. E também lançou uma iniciativa voltada para a recolocação dos profissionais do setor, que foram desligados em decorrência da pandemia.

O ACATE Reconecta nasceu com o objetivo de facilitar a conexão entre esses profissionais e as empresas do setor que seguiam contratando.

 

Para entender as principais necessidades das empresas e, assim, agir com assertividade, a ACATE iniciou o Plano de Ação realizando uma pesquisa entre as associadas. As 93 respostas ajudaram a nortear a construção dos materiais de cada eixo de atuação e também trouxeram um primeiro panorama a respeito das principais dificuldades que as empresas estavam enfrentando no início da pandemia.

Os resultados mostraram, por exemplo, que 82% tinham interesse em receber mentorias na área da Saúde; 75,3% tinham dúvidas a respeito de benefícios tributários vigentes; 51,9% solicitavam mais informações a respeito do formato de trabalho home office; 48,8% buscavam crédito para capital de giro; e 33% dispunham de soluções para outros setores afetados pela crise. Das respondentes, 92% eram empresas associadas à ACATE.

Principais necessidades das empresas participantes da pesquisa inicial do Plano de Ação ACATE COVID-19

Principais destaques Plano de Ação COVID-19

Ao final de maio, os resultados das ações  adotadas pela ACATE representaram:

Fonte: ACATE.

TECH 

REPORT

PANORAMA

SETOR DE

TECNOLOGIA

CATARINENSE

2020 

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IMPACTOS DA PANDEMIA NO SETOR DE TECNOLOGIA CATARINENSE

Para entender os impactos provocados pela pandemia da COVID-19 no setor de tecnologia catarinense, a ACATE realizou uma segunda pesquisa junto a suas empresas associadas. Realizada em meados de maio de 2020, a pesquisa contou com 122 respondentes.

Das empresas de tecnologia participantes da pesquisa, 43,4% eram do segmento de serviços de software e TI; 8,2% de serviços de saúde; 5,7% de serviços profissionais e comerciais; 4,9% de varejo, comércio e serviços; 4,9% de educação; e 32,8% de outros segmentos.

Pouco mais da metade dos associados percebia baixo e médio impacto da pandemia nas atividades da empresa. Outros 29,5% consideravam que o impacto foi alto ou muito alto. Os que consideravam que o impacto foi muito alto atuam principalmente nos segmentos de serviços de software (32,1%) e educação (15,4%).

Segmentos de atuação das empresas de tecnologia associadas

Impacto da pandemia nos resultados do setor de tecnologia de SC (em %)

Fonte: ACATE.

 

Dentre os resultados, os impactos na produtividade e na relação com fornecedores foram considerados mais baixos que nas demais atividades. 

Já no fechamento de novos contratos e aquisição de novos clientes, os impactos eram considerados muito altos (33,6%). Na relação com fornecedores, a maior parte dos associados não percebeu impactos (31,1%).

Nas atividades, as vendas tiveram impacto intenso: quase 80% dos respondentes indicaram impacto médio, alto ou muito alto. No setor financeiro, essa percepção se aplicava a 66,4% dos respondentes.

Em desenvolvimento e inovação, a maior parte das empresas entendiam que o impacto da pandemia seria baixo (31,1%).

Os associados apontaram que o crédito (45,9%), profissionais qualificados e a busca de investimentos, ambos com 32%, foram as três principais necessidades que surgiram em virtude do cenário de crise. Cerca de 8,2% dos associados consideravam que não seria necessário de nenhum tipo de recurso para enfrentar a pandemia.

Outras necessidades levantadas pelos associados contemplavam a abertura de novos mercados, a segurança para o retorno ao trabalho presencial, a subvenção em projetos de inovação e o apoio para marketing digital.

Impactos iniciais da pandemia nas atividades do setor de tecnologia de SC (em %)

Fonte: ACATE

Considerando que mais de 53% dos respondentes indicaram que têm a necessidade de crédito, investimentos ou garantias para a obtenção de crédito, a ACATE lançou, em março, o Fundo Garantidor ACATE (FGA).

 

Principais necessidades do setor no cenário provocado pela pandemia (em %)

O FGA é fruto de uma parceria entre a ACATE, o SEBRAE/SC e as Sociedades Garantidoras de Crédito GaranteNorte-SC e GaranteOeste-SC, com o apoio do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE). Seu objetivo é conceder garantia aos financiamentos a serem tomados por empresas associadas à ACATE, conforme critérios preestabelecidos.

É destinado, prioritariamente, a empresas de pequeno e médio porte, que geralmente não têm acesso a linhas de crédito por não atender aos requisitos exigidos pelas instituições financeiras, especialmente no que diz respeito às garantias.

Até o início de junho, 102 empresas haviam solicitado acesso ao FGA, 94 cartas de aptidão haviam sido emitidas, 29 estavam em processo de avaliação e quatro tiveram seu pedido aprovado.

Na área de recursos humanos, a maior parte das empresas adotou o home office (91%) para manter as atividades. O uso de plataformas colaborativas e reuniões on-line (78,7%) também foi uma prática recorrente no período. Outras medidas, como o uso de equipamentos da empresa em casa (64,8%) e horários flexíveis de trabalho (58,2%), foram adotadas pelos associados.

 

Fonte: ACATE.

Medidas adotadas na área de recursos humanos para enfrentamento da pandemia (em %)

Mesmo diante do cenário adverso, cerca de 16,4% das associadas realizaram contratação de novos colaboradores durante os primeiros meses da pandemia. Além disso, cerca de 7,4% adotaram outras medidas, como redução da jornada de trabalho e dos salários.

Entre março e junho, a maior parte dos colaboradores atuou diretamente de casa. Mas, com a liberação gradual das atividades, o intuito foi de permitir que os colaboradores voltassem a atuar na empresa. 


A totalidade dos funcionários em home office foi uma prática comum para seis a cada 10 empresas nos meses de março e abril. Em junho, a expectativa era de que quatro a cada 10 empresas do setor tivessem todos seus colaboradores em home office.

Porcentagem de colaboradores atuando em home office

Fonte: ACATE.

Quanto à adoção de medidas para enfrentamento da pandemia, 48,4% dos respondentes afirmaram que adotaram benefícios tributários ou trabalhistas implantados pelo governo, 44,3% desenvolveram novo serviço e 13,1% passaram a atuar em um novo segmento.

Com o cenário adverso provocado pela crise, os associados percebem que os serviços de software e TI (17,2%), serviços de saúde (14,8%) e farmacêutico e pesquisa médica (13,1%) terão mais oportunidades ao longo da pandemia e quando a crise for superada.

Medidas adotadas nas atividades e serviços prestados para enfrentamento da pandemia (em %)

Segmentos com maiores oportunidades durante e após a crise (em %)

Fonte: ACATE

Com relação às políticas de auxílio de renda, linhas de crédito e financiamento criadas pelos governos federal e estadual, a maior parte dos associados entendia que tais políticas não foram capazes de provocar mudanças significativas no cenário econômico. 

Sobre as medidas do Governo Federal, 26,2% dos associados consideraram positivas e 23,8% insuficientes. Já em relação às medidas do Governo Estadual, 13,1% consideraram positivas e 23% insuficientes.

Percepção em relação às políticas de auxílio do Governo Federal e Estadual 

Fonte: ACATE

TECH REPORT

2020 

PANORAMA SETOR DE

TECNOLOGIA CATARINENSE

Realização

Produção técnica 

Web 

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