Relevância do setor

Mais de 12 mil empresas fazem do setor de tecnologia catarinense o sexto maior do Brasil. Representando apenas 1,1% do território nacional e com 3,4% da população, Santa Catarina ultrapassou os estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro em faturamento, se tornando a 4ª maior economia do setor no país. São mais de R$ 17,7 bilhões, que correspondem a 7,4% do faturamento do setor de tecnologia brasileiro.

A eficiência produtiva corrobora o papel de destaque que a tecnologia exerce no estado. Ocupando o segundo lugar entre os estados mais produtivos do setor, Santa Catarina encerrou 2019 com cerca de R$ 80 mil de faturamento por colaborador. 

 
view.png

EMPRESAS COM HISTÓRIA

Evolução das empresas do setor de tecnologia catarinense

Foi a partir da década de 1960 que as empresas que formam o setor de tecnologia iniciaram suas histórias. Quando a ACATE foi fundada, em 1986, quase uma centena de empresas já estavam incorporadas no setor.

Em 2014, o número de empresas do setor de tecnologia chegou a 6.179, pouco mais de metade do total de unidades registradas em 2019, quando somou 12.138 empresas.

 

Em comparação com 2018, mais de 7 mil empresas foram incorporadas no setor, representando um crescimento de 2,3% no período. No Brasil, são 306,4 mil empresas do setor de tecnologia com perfil ainda mais jovem, metade delas criada após 2016.

Mesmo diante do baixo crescimento da economia brasileira, foram fundadas 4.112 novas empresas no setor de tecnologia nos últimos três anos em Santa Catarina.

 

Essa evolução ganha ainda mais destaque quando comparada à abertura de 4,3 mil empresas durante quatro décadas e meia, desde o ano de 1966 até 2011.

O Brasil conta com 306,4 mil empresas atuando no setor de tecnologia. São cerca de 7 mil a mais em comparação com 2018, representando crescimento de 2,3% no período. Santa Catarina soma 12,1 mil empresas, se posicionando como o sexto maior estado do país, atrás de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e dos demais estados do Sul do país.

Apesar do crescimento de 2,3% registrado no último biênio, o número de empresas do setor de tecnologia brasileiro caiu 8,5% entre 2015 e 2019, passando de cerca de 334 mil em 2015 para pouco mais de 306,4 mil em 2019.

A queda está associada principalmente ao desempenho do Rio de Janeiro e do Distrito Federal. O estado carioca perdeu quase 8 mil empresas no período, enquanto o Distrito Federal recuou 16%, totalizando quase 1,5 mil empresas a menos atuando no setor.

Considerando a média de funcionários por empresa, o estado paulista ganha relevância por concentrar mais de 4 de cada 10 empresas do setor. Com a Zona Franca de Manaus, o Amazonas se destaca pelo porte de suas empresas, que possuem média de 126 funcionários.

Número de empresas do setor de tecnologia por estado

Número de empresas do setor de tecnologia por UF (em mil)

Média de funcionários por empresa

Fonte: Neoway.

Com 12.138 empresas, crescimento de 7,7% em relação a 2018 e de 11,8% em relação a 2015, o ecossistema de tecnologia catarinense está presente em todas as mesorregiões do estado.

A região da Grande Florianópolis é a mais representativa, com 32,5% do total. Vale do Itajaí (27,4%), Norte (18,7%) e Oeste Catarinense (10,6%) aparecem na sequência.

Em menor proporção, as regiões Sul e Serrana somam 1.309 (10,8%) empresas atuando no setor.

Entre 2015 e 2019, não houve alteração significativa na distribuição das empresas de tecnologia nas mesorregiões do estado.

Nesse período, o Oeste foi o que mais cresceu (27,7%). Já no último biênio, ganha destaque o crescimento das regiões Serrana (12,5%) e Sul (12,3%).

Empresas do setor de tecnologia por mesorregião catarinense

Florianópolis também é destaque nacional. Além de possuir a maior taxa de empresas por habitante do país (5 empresas para cada mil habitantes), superando o município de São Paulo, é a 16ª cidade com maior volume de empresas.

Contando com Blumenau e Joinville, já são três cidades catarinenses entre as dez maiores densidades de empresas de tecnologia do país, o mesmo número que o estado de São Paulo.

Empresas por mil habitantes

Fonte: Neoway.

TECH 

REPORT

PANORAMA

SETOR DE

TECNOLOGIA

CATARINENSE

2020 

view.png
 

O FATURAMENTO DO SETOR

O faturamento total do setor de tecnologia brasileiro em 2019 foi de R$ 240 bilhões. Esse montante representa 3,3% do PIB brasileiro. São Paulo concentra metade (47,8%) do faturamento, quantia que soma R$ 115 bilhões.

Influenciado pelo baixo desempenho econômico brasileiro, o período de 2017 a 2019 registrou quedas no faturamento do setor a nível nacional. Já entre os estados que mostraram crescimento, Paraná (25,4%), Amazonas (15,9%) e Santa Catarina (14,2%) tiveram os melhores desempenhos. 

Em Santa Catarina, o valor faturado em 2019 ultrapassou o de Minas Gerais e do Rio de Janeiro, se tornando o 4ª maior estado em tecnologia do país. São mais de

R$ 18 bilhões, que correspondem a 7,4% do faturamento do setor de tecnologia brasileiro.

O faturamento médio do setor de tecnologia brasileiro seguiu a mesma tendência de queda, recuando 22,1% em relação ao ano anterior e chegando a R$ 784 mil por empresa em 2019.

 

A queda foi influenciada principalmente pelo desempenho do Rio de Janeiro (-66,5%) e do Distrito Federal (-57,3%), que tiveram os maiores recuos no ano.

Em comparação com 2015, a redução foi de 47,1%, estando também associada ao desempenho do Rio de Janeiro, que somou perdas de quase R$ 1 milhão nesse período.

Faturamento do setor de tecnologia por estado

Crescimento do setor de tecnologia por UF (em bilhões de reais)

Fonte: Neoway. Os gráficos apresentam os estados com maior faturamento no setor, com a omissão do Amazonas, que tem faturamento médio quase 7 vezes maior que a média nacional.

Qual o tamanho do setor de tecnologia?

3,3%

do PIB do Brasil

5,9%

do PIB de Santa Catarina 

*Considerando o valor do PIB de Santa Catarina de 2017 em reais de 2019.

Fonte: Neoway.

Na contramão dos resultados registrados no setor de tecnologia brasileiro, Santa Catarina se coloca entre os principais estados pelo desempenho positivo no último biênio.

O faturamento total do setor no estado foi o segundo que mais cresceu (12,1%) no comparativo 2019-2018, ficando apenas atrás do Paraná, que avançou 25,9% no período. O desempenho positivo também foi observado no faturamento médio. 

Com crescimento de 4,1%, o estado se posiciona como o segundo maior faturamento médio do país, perdendo apenas para o Amazonas, que cresceu 18,2% com mais de R$ 5,4 milhões de faturamento médio em 2019. 

Os resultados positivos dão ao estado representação de 5,9% do PIB catarinense, superando a média brasileira.

Entre as mesorregiões, a Grande Florianópolis foi a única que registrou crescimento de 2017 a 2019, de 54,2%. Em oposição, a queda de 27,3% do faturamento da região Oeste foi a mais acentuada. 


A Grande Florianópolis concentra mais da metade do faturamento do setor (56,2%) e apresentou crescimento de 48% em relação a 2018.  Vale do Itajaí (18,1%) e Norte Catarinense (14,8%) aparecem na sequência. A região Serrana detém menor fatia desse total (1,6%), com R$ 282 milhões de faturamento.

Faturamento do setor de tecnologia por mesorregião

Fonte: Neoway.

PRODUTIVIDADE

Considerando a razão entre o faturamento médio e a média de colaboradores por empresa, a produtividade do setor de tecnologia de Santa Catarina é a segunda maior do ranking entre as UFs avaliadas. A receita das empresas catarinenses por trabalhador é de quase R$ 80 mil, superando a média brasileira de R$ 52 mil.

Com o aumento do número de colaboradores e a mudança de metodologia na composição dos setores, a produtividade do setor de tecnologia de Santa Catarina registrou queda de 23% no último biênio, ocupando o segundo lugar entre os estados mais produtivos do setor.

 

No Brasil também houve queda em função da mudança metodológica. Além disso, a redução de 27,8% na produtividade nacional foi agravada pela queda do faturamento médio em 2019, o que não ocorreu no caso catarinense. 

Produtividade do setor de

tecnologia por UF

(em mil reais)

Fonte: Neoway.

Cidades de eficiência em tecnologia

Algumas cidades catarinenses também se destacam pela produtividade no setor de tecnologia. Considerando a média de faturamento e de funcionários das empresas, os municípios de Blumenau, Florianópolis e Joinville se destacam no ranking de eficiência produtiva.

Apesar da importante colocação, a produtividade dos municípios catarinenses caiu em relação a 2018. Blumenau, que tinha uma taxa de R$ 106 mil por trabalhador, passou para R$ 88 mil. A capital do estado registrou queda de 31,6% no período, somando R$ 78 mil por trabalhador.

Produtividade no setor de tecnologia por município

(em mil reais)

No mesmo ritmo, a produtividade de Joinville diminuiu de R$ 95 mil por trabalhador para

R$ 70 mil por trabalhador. 

Fonte: Neoway.

ACATE e a produtividade dos associados

A representatividade da ACATE continua crescendo: a participação das empresas associadas no faturamento do setor passou para 67,9% do total, o que representa um ganho de quase 4 p.p. ante a participação de 64% em 2018.

Os resultados positivos também são observados na produtividade das empresas associadas em comparação com as empresas do setor. Considerando o faturamento por trabalhador, a produtividade das associadas é cerca de três vezes superior às demais.

 

De modo geral, enquanto a produtividade das empresas do setor de tecnologia é de R$ 76,6 mil, as associadas somam R$ 235 mil por trabalhador, aumento que se repete em todas as mesorregiões do estado.

Produtividade dos associados ACATE nas mesorregiões (em mil reais)

Fonte: Neoway.

TECH REPORT

2020 

PANORAMA SETOR DE

TECNOLOGIA CATARINENSE

Realização

Produção técnica 

Web 

LOGOTUPIX.png
logo_lagoasoft_webapplications.png

/