O ensino da tecnologia

Frente ao crescimento do setor de tecnologia catarinense e à especialização da atividade, a formação de profissionais qualificados é um dos principais desafios. No ensino superior, Brasil e Santa Catarina possuem taxas de formandos em cursos voltados à tecnologia
aquém do padrão internacional.

As áreas predominantes das 222,8 mil matrículas de ensino superior catarinense são pertencentes aos cursos de Saúde,  Administração e Direito. A participação de cursos em áreas STEM, que são àquelas voltadas à tecnologia, é de 29%, representando cerca de 65 mil alunos.

 
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A EVOLUÇÃO DO ENSINO SUPERIOR
PARA A TECNOLOGIA DO BRASIL

Evolução das matrículas de ensino superior no Brasil (em milhões)

O número de matrículas do ensino superior
no Brasil apresenta queda pelo quarto
ano consecutivo. Após um ápice em
2015, o total de matriculados em cursos
presenciais diminuiu em quase 500 mil
matrículas nos últimos quatro anos.

De acordo com o Censo de Ensino Superior, INEP, o número de matrículas em 2019 era de cerca de 6,2 milhões de alunos, cerca de 240 mil a menos em relação a 2018, valor que representa queda de
3,8% no total de matrículas no Brasil.

O número de concluintes também registrou
queda. Na passagem de 2018 para 2019,
havia cerca de 56 concluintes a menos (queda
de 5,7%), totalizando 934 mil alunos que
estavam em fase de conclusão de seus cursos.

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Evolução dos concluintes do ensino superior no Brasil (em milhões)

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Fonte: INEP.

Segundo dados da UNESCO, embora em queda, esse valor é maior que o registrado na maioria dos países desenvolvidos, mas inferior ao observado em países
em desenvolvimento, como Colômbia (336%), Chile (169%) e China¹ (118%).

A comparação internacional dos números de concluintes relativo ao tamanho populacional mostra que a expansão do ensino superior brasileiro ainda precisa se fortalecer. A taxa de formandos para cada mil habitantes no Brasil é de 4,8. Na Colômbia, o número é 9,42, enquanto Dinamarca (14,32) e Chile (13,06) possuem mais concluintes por mil habitantes.

Além do número reduzido de formandos no Brasil, a participação de alunos de ensino superior em cursos STEM também é menor. A denominação STEM refere-se à formação escolar voltada à atuação profissional nas
áreas de tecnologia, tais como a computação, ciências, engenharias e matemática.

Considerando apenas os cursos presenciais, a taxa de matrícula STEM no Brasil representa cerca de 24,1% do total². De acordo com esta metodologia, o percentual desses alunos no Brasil era de 25,6% em 2017.

Concluintes por mil habitantes

(países selecionados)

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¹ Considerando dados de 2006 a 2016, devido à indisponibilidade da informação referente a 2017.

 

² Houve mudança de metodologia do INEP na classificação dos cursos. Foram considerados os cursos de Agricultura, Engenharia, Ciências e Matemáticas, de acordo com os códigos 51 a 83.

Fonte: INEP e UNESCO.

Seguindo a trajetória de queda nas matrículas totais no Brasil, houve redução de 7,2% no número de alunos matriculados em áreas STEM. Essa queda ocorreu principalmente nos cursos de Arquitetura e Construção (-12,9%) e de Engenharia e Processamento (-8,3%).

As Ciências da Saúde, Comércio e Direito continuam sendo as principais categorias de ensino superior no Brasil, com participação 21,6%, 14,4% e 13,5%, respectivamente.
Contudo, em todas elas houve redução do número de matrículas no último ano.

Composição das matrículas de ensino superior no Brasil

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Crescimento das matrículas de ensino superior no Brasil por curso (em %)

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Fonte: INEP.

TECH 

REPORT

PANORAMA

SETOR DE

TECNOLOGIA

CATARINENSE

2021 

 
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O PERFIL DOS CATARINENSES QUE SE ESPECIALIZAM EM TECNOLOGIA

Nos últimos dez anos, o número de
matriculados no ensino superior de Santa
Catarina passou de 204 mil, em 2010,
para 223 mil, em 2019, crescimento de
9,1% no período. Entre os formandos,
o volume subiu de 31,9 mil para 33,5
mil, uma expansão de 5,1%.


De 2018 para 2019, entretanto, houve um
leve recuo tanto no número de matrículas
(-0,1%) quanto no número de formandos
(-1%). Esse é o quarto ano consecutivo
de redução do número de matrículas e o
segundo de queda do número de formandos.


Em função do baixo crescimento, o número
de concluintes por mil habitantes em
Santa Catarina é de 4,68, valor que está
um pouco acima da média nacional (4,45),
mas distante do primeiro colocado, Distrito
Federal, cuja taxa foi de 9,84 em 2019.

Evolução das matrículas de ensino superior em SC (em mil)

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Evolução dos concluintes de ensino superior em SC (em mil)

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Fonte: INEP

Em 2019, as áreas com maior percentual
de alunos matriculados no ensino superior
catarinense foram Saúde (17,4%), Comércio
e Administração (14,7%), Direito (14%) e
Engenharia e Processamento (14%).

 

Apesar de não apresentar percentual elevado
no volume de concluintes do ensino superior,
Santa Catarina ocupa o sexto lugar nacional
em número de matrículas nos cursos
voltados às engenharias e à tecnologia: 65
mil em 2019, valor que representa 4,4%
do total. Além disso, do total de matrículas
no ensino superior catarinense (222,8 mil),
29% estão voltadas às áreas STEM.

Concluintes por mil habitantes

(UFs selecionadas)

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Fonte: INEP

Entre 2018 e 2019, a participação de alunos
em áreas STEM no estado recuou 5,6%,
principalmente em função da queda das
matrículas nos cursos de Arquitetura (-10,4%)
e Engenharia e Processamento (-5,1%).


Dos 65 mil estudantes matriculados em áreas
STEM, 14,6% estão em fase de conclusão de
seus cursos, o equivalente a 9,4 mil pessoas
aptas a ingressar no mercado de trabalho.


O perfil desses futuros profissionais é marcado
pela predominância da presença masculina
(64,1%) e pelo perfil jovem, com média de
26 anos. Além disso, cerca de 6,8% deles
fizeram estágio durante a graduação.

Composição das matrículas de ensino superior em SC

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Crescimento das matrículas de ensino superior em SC por curso

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Fonte: INEP